{"id":726,"date":"2024-11-11T15:32:34","date_gmt":"2024-11-11T18:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/?page_id=726"},"modified":"2024-11-14T12:16:49","modified_gmt":"2024-11-14T15:16:49","slug":"redes-sociais-e-suas-possibilidades-de-utilizacao-para-a-pesquisa-historiografica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/redes-sociais-e-suas-possibilidades-de-utilizacao-para-a-pesquisa-historiografica\/","title":{"rendered":"Redes sociais e suas possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o para a pesquisa historiogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Gabriela Fonseca Ferreira<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Graduanda em Hist\u00f3ria (UFPEL)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As redes sociais s\u00e3o fruto da \u201cWeb 2.0\u201d, termo criado no in\u00edcio dos anos 2000, para designar a segunda gera\u00e7\u00e3o da World Wide Web que marcou uma nova fase da Internet (Almeida, 2011). A grande novidade trazida por esta nova fase foi a valoriza\u00e7\u00e3o da interatividade entre usu\u00e1rios e sites. Surgem nesse contexto os blogs, a Wikip\u00e9dia e as redes sociais<sup>1<\/sup> (social networks ou social media em ingl\u00eas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mudan\u00e7as decorrentes dos usos da Internet impactam diferentes setores da sociedade atualmente como a pol\u00edtica, a educa\u00e7\u00e3o, o entretenimento, o mercado de trabalho e a arte. Para o historiador, as m\u00eddias digitais e, mais especificamente, as redes sociais s\u00e3o importantes fontes hist\u00f3ricas para se compreender como ocorrem as rela\u00e7\u00f5es na era digital. A Nova Hist\u00f3ria Pol\u00edtica pode utilizar as redes sociais para compreender o ativismo sociopol\u00edtico, a organiza\u00e7\u00e3o dos movimentos coletivos, o impacto das not\u00edcias falsas e a utiliza\u00e7\u00e3o dos dados dos usu\u00e1rios para manipular elei\u00e7\u00f5es. J\u00e1 para a Hist\u00f3ria Social, as redes sociais trazem informa\u00e7\u00f5es sobre as novas modalidades de sociabilidades, as rela\u00e7\u00f5es familiares, o engajamento nos debates p\u00fablicos, as cren\u00e7as religiosas e as trocas de bens culturais na sociedade contempor\u00e2nea (Andrade, 2022).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 correto afirmar que as redes sociais s\u00e3o centros de embates pol\u00edticos e que, inclusive, ajudam a encaminhar a opini\u00e3o p\u00fablica em diversos contextos. Andrade (2022) destaca a quest\u00e3o sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de dados dos usu\u00e1rios nas redes sociais tanto para fins comerciais, em que estes s\u00e3o analisados enquanto consumidores, quanto para o uso pol\u00edtico, em que seus perfis s\u00e3o tra\u00e7ados enquanto cidad\u00e3os. Um exemplo conhecido foi o que ocorreu durante as elei\u00e7\u00f5es de Trump em 2016 nos Estados Unidos quando o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, foi investigado por manipular 50 milh\u00f5es de contas da rede social com o intuito de ajudar este candidato a se eleger. J\u00e1 no Brasil o Whatsapp, que \u00e9 a plataforma de comunica\u00e7\u00e3o mais popular no pa\u00eds utilizada por 93,4% da popula\u00e7\u00e3o em 2024<sup>2<\/sup>, foi um ve\u00edculo de dissemina\u00e7\u00e3o de fake news atrav\u00e9s de seus grupos durante a elei\u00e7\u00e3o de 2018 e a pandemia de 2020 e 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o relevante relacionada \u00e0s redes sociais \u00e9 a import\u00e2ncia delas para a circula\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, que foi alterada com o surgimento da Internet. Se anteriormente, a popularidade de um jornal era medida pelo n\u00famero de exemplares impressos vendidos, nos dias de hoje se considera o acesso online \u00e0s not\u00edcias e o<br \/>\ntempo de perman\u00eancia no site do jornal (Zago; Bastos; 2013). Uma forma utilizada para divulgar as not\u00edcias dos jornais online \u00e9 postar o link delas em redes sociais como o Facebook e o X (antigo Twitter). Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que essas plataformas s\u00e3o importantes fontes de informa\u00e7\u00e3o para diversos internautas que<br \/>\nacessam as not\u00edcias atuais diretamente por elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Zago e Bastos (2013), o Facebook \u00e9 utilizado pelo jornalismo majoritariamente para a dissemina\u00e7\u00e3o de soft news, que s\u00e3o os conte\u00fados ligados a entretenimento e curiosidades, j\u00e1 o X \u00e9 mais empregado para as hard news, que s\u00e3o as not\u00edcias ligadas \u00e0 pol\u00edtica ou \u00e0 economia. O X, que foi criado em 2006 e chamado de Twitter at\u00e9 2023, pode ser definido como um site que mescla rede social e micro-blogging3 (Caselli, Pimenta, 2015) e \u00e9 uma fonte importante para historiadores, principalmente para os que pesquisam assuntos ligados \u00e0 pol\u00edtica. Esta rede social \u00e9 o principal meio de comunica\u00e7\u00e3o utilizado por diversas autoridades e personalidades do mundo pol\u00edtico, art\u00edstico e midi\u00e1tico e um ambiente virtual marcado por debates, pol\u00eamicas, disputa pol\u00edtica e mobiliza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando-se que o Brasil \u00e9 o terceiro pa\u00eds que mais utiliza redes sociais do mundo, possuindo 144 milh\u00f5es de usu\u00e1rios destas plataformas, que representam 66,3% da popula\u00e7\u00e3o total<sup>4<\/sup>, podemos apontar algumas motiva\u00e7\u00f5es, segundo Carvalho (2014), de porque as mesmas s\u00e3o fontes importantes para os historiadores. Em primeiro lugar, elas s\u00e3o consideradas fontes inovadoras, j\u00e1 que como j\u00e1 foi dito anteriormente, essas plataformas s\u00e3o ambientes prop\u00edcios para manifesta\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, al\u00e9m de serem locais privilegiados para a forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro motivo da import\u00e2ncia das redes sociais para os historiadores \u00e9 que elas tamb\u00e9m podem ser utilizadas como plataformas de divulga\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Diversos historiadores j\u00e1 fazem uso de seus perfis nas redes sociais para divulgar artigos acad\u00eamicos, confer\u00eancias, projetos etc. Al\u00e9m disso, museus, bibliotecas e faculdades tamb\u00e9m as utilizam para manterem contato com o p\u00fablico. \u201cA tecnologia, nesse sentido, tem permitido superar grandes barreiras geogr\u00e1ficas e financeiras.\u201d(Carvalho, 2014, p. 174).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo, Carvalho (2014) aponta que as redes sociais s\u00e3o importantes para os debates historiogr\u00e1ficos, pois representam um espa\u00e7o pol\u00edtico e tamb\u00e9m de constru\u00e7\u00e3o de sentidos sobre a Hist\u00f3ria. Atualmente, \u00e9 comum discuss\u00f5es historiogr\u00e1ficas entre historiadores se darem por meio das redes sociais como o Facebook ao inv\u00e9s de por meio dos jornais como em d\u00e9cadas passadas. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel citar redes sociais criadas especificamente para historiadores como o Caf\u00e9 Hist\u00f3ria, criado em 2008 por Bruno Leal Pastor de Carvalho, que promovia a intera\u00e7\u00e3o entre historiadores (enquanto rede social), mas tamb\u00e9m divulgava a hist\u00f3ria para o grande p\u00fablico (enquanto portal de conte\u00fados). Contudo, a partir de 2017 quando foi transferido para a plataforma WordPress, o Caf\u00e9 Hist\u00f3ria deixou de ser uma rede social e passou a ser s\u00f3 um portal de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Hist\u00f3ria<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Andrade aponta que \u201cEm uma \u00e9poca em que o hiperindividualismo e o consumismo vigoram, as redes projetam as formas como os sujeitos representam a si mesmos, sua personalidade e modo de vida e os permitem inserir-se na coletividade.\u201d (2022, p. 195), ou seja, \u00e9 atrav\u00e9s das redes sociais que as pessoas<br \/>\nexprimem suas opini\u00f5es, exp\u00f5em suas vidas e intimidade, se comunicam e, muitas vezes, por tr\u00e1s de perfis falsos expressam preconceitos e reproduzem discursos de \u00f3dio contra minorias. Muitos produzem provas contra si pr\u00f3prios j\u00e1 que pensam que n\u00e3o existem leis no ambiente virtual. H\u00e1 tamb\u00e9m os linchamentos, a destrui\u00e7\u00e3o de reputa\u00e7\u00f5es e os \u201ccancelamentos\u201d que fazem parte da cultura atual das redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, mesmo passando muitas horas do dia conectadas, a maioria das pessoas n\u00e3o sabem utilizar e compreender o conhecimento dispon\u00edvel na Internet, al\u00e9m de tamb\u00e9m serem bombardeados de not\u00edcias falsas com frequ\u00eancia nas redes sociais. Al\u00e9m disso, mesmo com a possibilidade de interagir com diversos indiv\u00edduos com opini\u00f5es e culturas diferentes, boa parte dos usu\u00e1rios preferem apenas permanecer<br \/>\nem contato com pessoas semelhantes a si mesmos, presos em sua pr\u00f3pria \u201cbolha&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas caracter\u00edsticas espec\u00edficas das redes sociais e a forma como as pessoas as utilizam precisam ser levadas em considera\u00e7\u00e3o pelos historiadores que objetivam utilizar essas plataformas como fonte para seus trabalhos. \u00c9 necess\u00e1rio considerar as potencialidades e as limita\u00e7\u00f5es que as fontes digitais oferecem para sua pesquisa historiogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O exame das caracter\u00edsticas das redes sociais exige ainda um cuidado <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">imprescind\u00edvel para o \u00a0historiador. Como se d\u00e1 em todo procedimento de <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">pesquisa hist\u00f3rica, isto significa\u00a0 \u00a0caracterizar\u00a0 o ugar de produ\u00e7\u00e3o das fontes hist\u00f3ricas e constitu\u00ed-las como um corpus <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0documental dotado de suas <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">pr\u00f3prias especificidades (Andrade, 2022, p. 214 e 215).<\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que o computador se tornou acess\u00edvel, o historiador teve acesso a uma infinidade de arquivos digitais, contudo Andrade (2022) afirma que este patrim\u00f4nio documental digital pode acabar sendo monopolizado pelas grandes empresas da Internet. \u201cTrata-se das grandes empresas de redes sociais que n\u00e3o disponibilizam facilmente os arquivos de mensagens aos pesquisadores e n\u00e3o garantem a preserva\u00e7\u00e3o das mensagens e registro das intera\u00e7\u00f5es.\u201d (Andrade, 2022, p. 220).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 o problema relacionado a como preservar registros deixados no ciberespa\u00e7o, principalmente nas redes sociais, j\u00e1 que posts podem ser exclu\u00eddos, contas de usu\u00e1rios suspensas e as pr\u00f3prias plataformas v\u00e3o se tornando obsoletas com o passar do tempo e o surgimento de novas redes sociais mais atraentes, o que faz com que algumas delas parem de ser utilizadas e sejam desativadas, como por exemplo o Orkut. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que o historiador salve as postagens das redes sociais que selecionou para sua pesquisa, pois estas podem ser perdidas facilmente. \u00c9 importante manter capturas de tela (screenshots), links, endere\u00e7os da Web (URL) e datas de publica\u00e7\u00f5es dos posts que vai analisar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a dificuldade em se identificar a autoria de textos e imagens produzidos e postados nas redes sociais, j\u00e1 que com a web 2.0 a diferen\u00e7a entre produtores de conte\u00fado e consumidores tornou-se mais dif\u00edcil de distinguir. Tamb\u00e9m \u00e9 interessante se atentar para as falsifica\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m s\u00e3o fontes interessantes para a pesquisa historiogr\u00e1fica. Not\u00edcias falsas que circulam nas redes sociais como o Facebook e o X, memes, v\u00eddeos e imagens \u201c(&#8230;) podem ser ind\u00edcios para pesquisar bastidores de campanhas eleitorais, teorias da conspira\u00e7\u00e3o, imagin\u00e1rios pol\u00edticos, supersti\u00e7\u00f5es, sensibilidades coletivas, cren\u00e7as religiosas etc.\u201d (Andrade, 2022, p. 221).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio lidar com a fonte digital da mesma forma que se faz com os outros tipos de documentos na historiografia, considerando sua intencionalidade de produ\u00e7\u00e3o e seu motivo de preserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se deve tirar do contexto os posts, mensagens, imagens e v\u00eddeos produzidos nas redes sociais para interpret\u00e1-los<br \/>\nenquanto fontes hist\u00f3ricas. Tamb\u00e9m \u00e9 interessante analisar postagens em uma plataforma como parte de um corpus documental que est\u00e3o inseridas em uma s\u00e9rie. Al\u00e9m disso, o historiador pode comparar estas fontes digitais com outros tipos de fontes como documentos escritos, entrevistas e outras m\u00eddias. \u201c(&#8230;) o historiador precisa constatar se se trata de um perfil oficial, analisar o discurso da mensagem e a frequ\u00eancia das publica\u00e7\u00f5es, verificar a quais interlocutores se dirige, conferir a recep\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das curtidas, visualiza\u00e7\u00f5es, respostas ou coment\u00e1rios (&#8230;)\u201d(Andrade, 2022, p. 222).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto importante sobre a rela\u00e7\u00e3o das redes sociais com a Hist\u00f3ria s\u00e3o as disputas p\u00fablicas sobre narrativas hist\u00f3ricas que ocorrem nestas plataformas. Escosteguy (2019) chama a aten\u00e7\u00e3o para os per\u00edodos da pol\u00edtica brasileira marcados pelas jornadas de junho de 2013, pelas elei\u00e7\u00f5es de 2014 e, por \u00faltimo, pelo golpe jur\u00eddico-parlamentar de 2016 que fizeram com que novas discuss\u00f5es sobre a Hist\u00f3ria enquanto disciplina e ci\u00eancia emergissem nas m\u00eddias. Ap\u00f3s esse contexto pol\u00edtico conturbado, \u201c(&#8230;) podemos identificar o irrompimento da hist\u00f3ria como aspecto constituinte da busca por sentido imediato \u00e0s ang\u00fastias daquele<br \/>\nmomento.\u201d (Escosteguy, 2019, p. 41) e dessa necessidade surgem as batalhas pelas interpreta\u00e7\u00f5es do passado brasileiro em diversos espa\u00e7os midi\u00e1ticos, logo alcan\u00e7ando as redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Escosteguy (2019), estas batalhas interpretativas do passado nas m\u00eddias sociais tiveram impacto nos rumos da pol\u00edtica eleitoral. Este levante chamado de \u201conda conservadora\u201d por alguns autores foi tamb\u00e9m uma resposta \u00e0s novas pol\u00edticas p\u00fablicas que tocaram temas sens\u00edveis da hist\u00f3ria brasileira, como a Lei 10.639\/03, a pol\u00edtica de cotas e a Comiss\u00e3o da Verdade. \u201cN\u00e3o seria exagero afirmar que, sem esse crescimento das redes sociais, dificilmente haveria essa configura\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de direita no atual espectro pol\u00edtico brasileiro.\u201d (Escosteguy, 2019, p. 43).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, existem diversas possibilidades de abordagem das redes sociais de uma forma relevante para a Hist\u00f3ria e maneiras de utiliz\u00e1-las para a divulga\u00e7\u00e3o e debate historiogr\u00e1fico. Estas plataformas podem ser utilizadas como fontes para se compreender o imagin\u00e1rio pol\u00edtico atual, a utiliza\u00e7\u00e3o dos dados dos usu\u00e1rios pelas empresas, os negacionismos hist\u00f3ricos, as novas rela\u00e7\u00f5es de trabalho ou para compreender como se d\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es sociais nesse contexto digital da sociedade contempor\u00e2nea. Al\u00e9m de ajudarem a desvendar v\u00e1rias quest\u00f5es importantes sobre os tempos atuais, as redes sociais possibilitam a divulga\u00e7\u00e3o de trabalhos<br \/>\nacad\u00eamicos, a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico e o debate entre historiadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">________<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><sup>1<\/sup> <span style=\"font-size: 10pt;\">\u00c9 poss\u00edvel definir as redes sociais como \u201c(&#8230;) aqueles s\u00edtios baseados no servi\u00e7o da Web que permitem aos indiv\u00edduos (1) construir um perfil p\u00fablico ou semip\u00fablico em meio a um sistema delimitado, (2) articular uma lista de usu\u00e1rios com quem estes dividem a conex\u00e3o, e (3) visualizar e se mover atrav\u00e9s da sua lista de conex\u00f5es e daquelas feitas por outros dentro do sistema.\u201d (Boyd e Ellison, 2008, p. 210-230, apud, Andrade, 2022, p. 193).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><sup>2<\/sup> Dados sobre as redes sociais mais utilizadas no Brasil dispon\u00edveis em: https:\/\/datareportal.com\/reports\/digital-2024-brazil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><sup>3<\/sup> Micro-blogging \u00e9 uma forma de publica\u00e7\u00e3o de blog de textos curtos (Caselli, Pimenta, 2015)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><sup>4<\/sup> Informa\u00e7\u00f5es do relat\u00f3rio Digital 2024: brasil, dispon\u00edvel em: <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">https:\/\/datareportal.com\/reports\/digital-2024-brazil<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><sup>5<\/sup> Sobre o Caf\u00e9 Hist\u00f3ria: https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/sobrenos\/#:~:text=A%20partir%20de%20janeiro%20de,e%20para%2<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt;\">0os%20pr%C3%B3prios%20historiadores<\/span><\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALMEIDA, F. C. DE. O Historiador e as Fontes Digitais: uma vis\u00e3o acerca da Internet como fonte prim\u00e1ria para Pesquisas Hist\u00f3ricas. <strong>Revista Aedos<\/strong>, v. 3, n. 8, 2011. Dispon\u00edvel em: https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/aedos\/article\/view\/16776. Acesso em: 4 jul. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDRADE, D\u00e9bora El-JAick. Redes sociais digitais: um novo horizonte de pesquisas para a Hist\u00f3ria do tempo presente. In: BARROS, Jos\u00e9 D\u2019Assun\u00e7\u00e3o (org.). <strong>Hist\u00f3ria Digital: a <\/strong><strong>historiografia diante dos recursos de um novo tempo<\/strong>. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2022, p.179-227.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASELLI, T.; PIMENTA, F. TWITTER: A NOVA FERRAMENTA DO JORNALISMO. <strong>Intercom <\/strong><strong>\u2013 Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>. XVI Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da comunica\u00e7\u00e3o. Juiz de Fora, p. 1-11, 2015. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.intercom.org.br\/papers\/regionais\/sudeste2011\/resumos\/r24-0578-2.pdf. Acesso em: 8 de fev. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ESCOSTEGUY FILHO, J. C. Batalhas p\u00fablicas pela hist\u00f3ria nas redes sociais: articula\u00e7\u00f5es para uma educa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em direitos humanos. <strong>Revista Hist\u00f3ria Hoje<\/strong>, v. 8, n. 15, p. 39\u201365, 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/rhhj.anpuh.org\/RHHJ\/article\/view\/531. Acesso em: 4 jul. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEAL PASTOR DE CARVALHO, B. Fa\u00e7a aqui o seu login: os historiadores, os computadores e as redes sociais online. <strong>Revista Hist\u00f3ria Hoje<\/strong>, v. 3, n. 5, p. 165\u2013188, 2014. Dispon\u00edvel em: https:\/\/rhhj.anpuh.org\/RHHJ\/article\/view\/126. Acesso em: 4 jul. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZAGO, G. da S.; BASTOS, M. T. Visibilidade de Not\u00edcias no Twitter e no Facebook: An\u00e1lise Comparativa das Not\u00edcias mais Repercutidas na Europa e nas Am\u00e9ricas. <strong>Brazilian <\/strong><strong>journalism research<\/strong>, v. 9, n. 1, p. 116\u2013133, 2013. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bjr.sbpjor.org.br\/bjr\/article\/view\/510. Acesso em: 4 jul. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0_____________________________<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Artigo publicado em 11 de novembro de 2024<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Como citar este artigo: FERREIRA, Gabriela Fonseca. Redes sociais e suas possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o para a pesquisa historiogr\u00e1fica. In:\u00a0<strong>Artigos Portal Clio HD<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/redes-sociais-e-suas-possibilidades-de-utilizacao-para-a-pesquisa-historiografica\/.<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0_____________________________<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a autora:\u00a0 Gabriela Fonseca Ferreira \u00e9 graduanda de Hist\u00f3ria na Faculdade Federal de Pelotas, e desenvolve pesquisas sobre o pensamento de estudantes sobre os recentes conflitos de Gaza, bem como os coment\u00e1rios de internautas em plataformas de redes sociais. \u00c9 membra da equipe do Portal Clio HD.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriela Fonseca Ferreira Graduanda em Hist\u00f3ria (UFPEL) As redes sociais s\u00e3o fruto da \u201cWeb 2.0\u201d, termo criado no in\u00edcio dos anos 2000, para designar a segunda gera\u00e7\u00e3o da World Wide Web que marcou uma nova fase da Internet (Almeida, 2011). A grande novidade trazida por esta nova fase foi a valoriza\u00e7\u00e3o da interatividade entre usu\u00e1rios &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/redes-sociais-e-suas-possibilidades-de-utilizacao-para-a-pesquisa-historiografica\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1274,"featured_media":0,"parent":566,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"jetpack_post_was_ever_published":false,"footnotes":""},"class_list":["post-726","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"jetpack-related-posts":[{"id":155,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/historia-digital-e-ensino-de-historia\/indicacao-de-livros\/","url_meta":{"origin":726,"position":0},"title":"Indica\u00e7\u00e3o de livros","author":"cliohd","date":"21\/01\/2023","format":false,"excerpt":"Confira algumas sugest\u00f5es de livros sobre Hist\u00f3ria Digital, Humanidades Digitais e Ensino de Hist\u00f3ria.\u00a0 Esta se\u00e7\u00e3o est\u00e1 em constante atualiza\u00e7\u00e3o. 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