{"id":635,"date":"2024-05-09T00:01:35","date_gmt":"2024-05-09T03:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/?page_id=635"},"modified":"2024-05-09T00:02:35","modified_gmt":"2024-05-09T03:02:35","slug":"narrativas-revisionistas-e-negacionismos-historicos-no-governo-de-jair-bolsonaro-possibilidades-de-pesquisa-com-interfaces-da-historia-digital","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/narrativas-revisionistas-e-negacionismos-historicos-no-governo-de-jair-bolsonaro-possibilidades-de-pesquisa-com-interfaces-da-historia-digital\/","title":{"rendered":"Narrativas revisionistas e negacionismos hist\u00f3ricos no governo de Jair Bolsonaro: possibilidades de pesquisa com interfaces da Hist\u00f3ria Digital"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Maria Portilho Bagesteiro<\/span><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">(Mestranda em Hist\u00f3ria\/PPGH\/UFPel)<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_639\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/w\/index.php?search=pal%C3%A1cio+do+planalto+08%2F01&amp;title=Special:MediaSearch&amp;go=Go&amp;type=image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-639\" class=\"wp-image-639 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Palacio_do_Planalto_destruicao_Atos_golpistas_8_de_janeiro_52755321774.jpg?resize=400%2C267&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Palacio_do_Planalto_destruicao_Atos_golpistas_8_de_janeiro_52755321774.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Palacio_do_Planalto_destruicao_Atos_golpistas_8_de_janeiro_52755321774.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-639\" class=\"wp-caption-text\">Pal\u00e1cio do Planalto destrui\u00e7\u00e3o Atos golpistas 8 de janeiro (52755321774).jpg (Wikicommons)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate em torno do negacionismo e revisionismo hist\u00f3rico ganhou uma relev\u00e2ncia ineg\u00e1vel durante o per\u00edodo do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), extrapolando os limites de recortes hist\u00f3ricos utilizados em seu discurso. Al\u00e9m do frequente discurso enaltecedor do passado ditatorial do pa\u00eds e seus agentes repressivos, o ex-presidente conseguiu destaque n\u00e3o s\u00f3 nacional, mas internacionalmente acerca do Nazismo e seu abuso indevido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A ades\u00e3o ao discurso negacionista, que se fortaleceu nos \u00faltimos anos no Brasil e persiste mesmo ap\u00f3s o fim do mandato presidencial, decorre da utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias estrat\u00e9gias para convencer o p\u00fablico de suas ideias. \u00c9 fundamental entender os elementos que alimentam esses fen\u00f4menos na atualidade, considerando que vivemos em uma era caracterizada pela p\u00f3s-verdade, onde a influ\u00eancia do ciberespa\u00e7o \u00e9 significativa. Portanto, \u00e9 importante investigar esses mecanismos para compreender melhor o impacto do negacionismo em nossa sociedade e, consequentemente, buscar formas eficazes de enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, o trabalho de conclus\u00e3o de curso intitulado &#8220;Narrativas revisionistas e negacionismos hist\u00f3ricos no governo de Jair Bolsonaro (2019-2022): uma an\u00e1lise a partir das m\u00eddias digitais&#8221; teve como objetivo abordar, de forma introdut\u00f3ria, o debate em torno das defini\u00e7\u00f5es dos conceitos de negacionismo e revisionismo \u00e0 luz da historiografia. Al\u00e9m disso, buscou-se apresentar as potencialidades de pesquisa do historiador do tempo presente e a utiliza\u00e7\u00e3o das fontes digitais, considerando a repercuss\u00e3o desses discursos no Ensino de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Historiografia e o negacionismo em tempos de p\u00f3s-verdade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para compreendermos a realidade pr\u00e1tica em que se inseriu o negacionismo hist\u00f3rico no discurso do per\u00edodo bolsonarista, \u00e9 necess\u00e1rio rememorar qual o contexto em que surgiu o conceito e quais foram os atributos que sofisticaram a sua aplica\u00e7\u00e3o nos dias atuais. Como parte de identificarmos suas caracter\u00edsticas, os questionamentos b\u00e1sicos se fazem necess\u00e1rios: \u201co que \u00e9 o negacionismo? Em que momento ele surge?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Carlos Orsi (2022), o fen\u00f4meno que motiva os sujeitos pode ser exemplificado a partir de dois fatores: psicol\u00f3gico (vaidade ou sobreviv\u00eancia em grupo) e estrat\u00e9gico (com o intuito de obstruir pol\u00edticas p\u00fablicas). Isso destaca o conceito como uma adapta\u00e7\u00e3o do termo ingl\u00eas &#8220;denialism&#8221;, originado atrav\u00e9s dos polemistas de origem europeia e norte-americana, os quais n\u00e3o se autodenominavam como &#8220;negadores&#8221;, mas sim como indiv\u00edduos que propunham uma nova vis\u00e3o ou uma reinterpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria sob outra perspectiva. De acordo com Marcos Meinerz (2023, p. 24), &#8220;o conceito de negacionismo e suas implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas remontam a movimentos surgidos no s\u00e9culo XX com a nega\u00e7\u00e3o do Holocausto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O negacionismo hist\u00f3rico atrelado ao revisionismo ideol\u00f3gico que se fez presente no movimento de nega\u00e7\u00e3o do Holocausto no s\u00e9culo XX, perpassou a omiss\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a partir dos documentos e evid\u00eancias existentes. Seus esfor\u00e7os mascararam-se atrav\u00e9s das produ\u00e7\u00f5es de m\u00e9todos (denominados cient\u00edficos, no entanto, sem base cientifica) e at\u00e9 mesmo de evid\u00eancias de que o genoc\u00eddio jamais aconteceu, ou de forma simpl\u00f3ria, n\u00e3o da maneira que se perpetua desde a derrota alem\u00e3. A obra de Pierre Naquet (1988) intitulada <em>Os Assassinos da Mem\u00f3ria <\/em>mostrou-se como importante base para compreens\u00e3o da origem do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para importantes historiadores do debate acerca do negacionismo hist\u00f3rico na atualidade como Caroline Bauer (2021) e Marcos Napolitano (2021), \u00e9 necess\u00e1rio sempre salientarmos o revisionismo ideol\u00f3gico ou\u00a0 como parte indissoci\u00e1vel do fen\u00f4meno, visto que se utiliza de forma distorcida, a pr\u00f3pria pr\u00e1xis do historiador (de revisitar o passado) como parte estrat\u00e9gica de comprova\u00e7\u00e3o de demandas atuais. Para isso, de forma objetiva, o revisionismo parte do trabalho cient\u00edfico prop\u00f5e o desenvolvimento e avan\u00e7o do conhecimento hist\u00f3rico, enquanto o de matriz ideol\u00f3gica, ir\u00e1 buscar recha\u00e7ar o conhecimento produzido a partir dos preceitos \u00e9ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da pesquisa foi poss\u00edvel identificar a origem do negacionismo no debate acerca do Holocausto e sua impossibilidade de restringi-lo apenas ao contexto, visto que, houve a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 novos temas pol\u00eamicos que bifurcaram \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do conceito em diversas \u00e1reas, integrando uma grande fam\u00edlia \u2013 negacionismo hist\u00f3rico, cientifico e clim\u00e1tico \u2013 composta por negar a ci\u00eancia e ao mesmo tempo produzir uma imagem semelhante a ela \u2013 no que diz respeito aos atributos metodol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa expans\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o em diversas \u00e1reas, p\u00f4de ser compreendida como fruto da dissemina\u00e7\u00e3o de ideias no per\u00edodo em que se tem como ve\u00edculo propagador a internet e a principal estrat\u00e9gia, a como\u00e7\u00e3o \u00e0 uma realidade alternativa e o colapso da confian\u00e7a na ci\u00eancia: a era da p\u00f3s-verdade. Considerando as caracter\u00edsticas do per\u00edodo, faz-se mais que necess\u00e1rio a constante reflex\u00e3o quanto ao papel do historiador nos dias atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Hist\u00f3ria Digital e a an\u00e1lise do discurso negacionista no governo de Bolsonaro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De maneira a valorar referenciais da Hist\u00f3ria Digital para an\u00e1lise da dissemina\u00e7\u00e3o do discurso negacionista na era da p\u00f3s-verdade, \u00e9 necess\u00e1rio a compreens\u00e3o de que a \u00e1rea n\u00e3o se caracteriza pela exclusividade da utiliza\u00e7\u00e3o de fontes no suporte digital, mas sim as \u201cpr\u00f3prias experi\u00eancias humanas digitais \u2013 sociais, pol\u00edticas, culturais, econ\u00f4micas, cient\u00edficas \u2013 que devem ser definidoras desse campo de estudos\u201d como aponta Gilliard Prado (2021), ou seja, um meio para que se expressar\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o da sociedade com o seu passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com muita frequ\u00eancia, se expressou essa rela\u00e7\u00e3o de forma problem\u00e1tica, buscando legitimar-se grupos e sujeitos como proporcionadores de uma \u201cveracidade\u201d hist\u00f3rica, claramente influenciado pelo discurso bolsonarista com caracter\u00edstica negacionista e de cunho revisionista ideol\u00f3gico. Faz-se necess\u00e1rio o adentrar do historiador no ambiente digital n\u00e3o como um usu\u00e1rio, mas como um pesquisador a considerar as problem\u00e1ticas de diversos sites, blogs e redes sociais, e sua apropria\u00e7\u00e3o de fontes digitais como objeto de estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Para a presente pesquisa, fez-se de objeto, um conjunto de 16 fontes digitais oriundas da imprensa online e selecionadas a partir das iniciais falas do ex-presidente que repercutiram seu pensamento em rela\u00e7\u00e3o ao Nazismo e ao Holocausto. Para o tratamento metodol\u00f3gico de An\u00e1lise de Conte\u00fado (BARDIN, 1997; FRANCO; 2005) a categoriza\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o, foi essencial para a sistematiza\u00e7\u00e3o do discurso em tr\u00eas eixos: \u201cNazismo de esquerda\u201d, \u201cUsos abusivos do passado\u201d e \u201cAproxima\u00e7\u00f5es com a ideologia nazista\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sistematiza\u00e7\u00e3o das fontes que resultou no eixo \u201cNazismo de esquerda\u201d, permitiu que fosse analisado o discurso constante em que p\u00f4de ser identificado um esfor\u00e7o no desvencilhar do passado nazista como movimento da extrema-direita e o deslocamento ao espectro da esquerda. No entanto, suas falas bifurcam-se nas intencionalidades, na qual uma \u00e9 de equiparar as ideologias e a outra de potencializar e demonizar a ideologia comunista em compara\u00e7\u00e3o ao nazismo, trope\u00e7ando na incoer\u00eancia de seus pr\u00f3prios malabarismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo eixo \u201cUsos abusivos do passado\u201d \u00e9 marcado pelo padr\u00e3o de comportamento semelhante ao ex-presidente, dessa vez, o passado sendo explorado de forma irrespons\u00e1vel por seus colegas de trabalho. O abuso mostrou-se presente na estrat\u00e9gia na equipara\u00e7\u00e3o elementos hist\u00f3ricos (como a \u201cNoite dos Cristais\u201d e campos de concentra\u00e7\u00e3o) com fim de construir narrativas distorcidas e anacr\u00f4nicas para fundamentar suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas, principalmente no per\u00edodo pand\u00eamico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro e \u00faltimo eixo denominado \u201cAproxima\u00e7\u00f5es com a ideologia nazista\u201d remonta \u00e0s evid\u00eancias pol\u00eamicas da ineg\u00e1vel amistosidade quanto ao discurso e aos atuais movimentos neonazistas, seja pela semelhan\u00e7a do discurso propagandista, pelo demonizar da ideologia comunista e pelos aspectos caracter\u00edsticos das aproxima\u00e7\u00f5es pol\u00edticas durante o mandato do ex-presidente. Esses fatos n\u00e3o devem ser tomados como mero acaso e \u00e9 necess\u00e1rio compreender que intencionalidades em detrimento de objetivos atuais, se mostraram presentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando a perspectiva negacionista e de revisionismo ideol\u00f3gico do discurso que teve seu auge no per\u00edodo de Jair Bolsonaro, o trabalho ainda prop\u00f4s a reflex\u00e3o de sua reverbera\u00e7\u00e3o em produ\u00e7\u00f5es de tem\u00e1tica relacionadas ao Nazismo da Brasil Paralelo com objetivos \u201ceducacionais\u201d que condizem com o discurso, possuindo em sua caracter\u00edstica os elementos elencados na express\u00e3o bolsonarista. Essas produ\u00e7\u00f5es influenciaram na preocupa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e proposi\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o docente com base na media\u00e7\u00e3o, aproximada da historiografia acad\u00eamica e considerando as contribui\u00e7\u00f5es da Hist\u00f3ria P\u00fablica, que permite um acesso \u00e0 hist\u00f3ria de forma transparente, envolvente e cr\u00edtica, tanto dentro quanto fora das salas de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Torna-se fundamental para fortalecer a compreens\u00e3o coletiva do passado e do presente, fornecendo uma base s\u00f3lida para enfrentar desafios contempor\u00e2neos, como os discursos revisionistas e a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es distorcidas na era digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa que resultou no trabalho de conclus\u00e3o de curso da gradua\u00e7\u00e3o proporcionou o levantamento quanto ao debate historiogr\u00e1fico acerca de tem\u00e1ticas relacionadas ao negacionismo e revisionismo na era da p\u00f3s-verdade. Sua origem retoma ao per\u00edodo posterior \u00e0 Segunda Guerra Mundial, no qual buscava-se descredibilizar o testemunho dos judeus acerca do holocausto como registrado na historiografia. Al\u00e9m disso, \u00e9 evidente que o movimento que se originou na Europa e posteriormente, nos Estados Unidos, foi precursor de atuais grupos da extrema-direita que se alimentam do m\u00e9todo ou das teorias possuem como sua caracter\u00edstica o descredibilizar a ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frente a esses desafios, a figura do historiador-professor mostra-se de demasiada necessidade, a partir do momento em que esses grupos se utilizam dos espa\u00e7os digitais para perpetuar e circular ideais negacionistas e revisionistas, resultando no constante aperfei\u00e7oamento do seu of\u00edcio, enquanto historiador ou professor de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que o per\u00edodo do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) potencializou a express\u00e3o de grupos alinhados \u00e0 extrema-direita, tais como os neonazistas. A utiliza\u00e7\u00e3o do passado nazista como inspira\u00e7\u00e3o em alguns aspectos n\u00e3o pode ser negada, assim como, aproxima\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es do bolsonarismo como express\u00e3o das novas direitas. O negacionismo hist\u00f3rico presente no discurso do ex-presidente e seus aliados possuem reverbera\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s o fim de seu mandato, isso ficou evidente atrav\u00e9s dos avan\u00e7os do conservadorismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o docente, que ainda se mant\u00e9m cerceada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa a partir das fontes digitais revelou-se de grande import\u00e2ncia, possibilitando a adequada salvaguarda no Portal ClioHD e a subsequente an\u00e1lise desses materiais. Isso permitiu manter viva a mem\u00f3ria das a\u00e7\u00f5es do negacionismo e revisionismos hist\u00f3ricos, bem como dos usos sociais e pol\u00edticos do passado, e seus impactos no ensino de hist\u00f3ria atualmente. \u00c9 evidente que tanto a cultura hist\u00f3rica quanto a cultura pol\u00edtica est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o, criando assim um terreno f\u00e9rtil para futuras investiga\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALMEIDA, F\u00e1bio Chang. Internet, fontes digitais e pesquisa hist\u00f3rica. In: BARROS, Jos\u00e9 d&#8217;Assun\u00e7\u00e3o (Org.). <strong>Hist\u00f3ria Digital: a historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo<\/strong>. Editora Vozes, 2022, p. 101-119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARROS, Jos\u00e9 D\u2019Assun\u00e7\u00e3o (org.). <strong>Hist\u00f3ria Digital: a historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo<\/strong>. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAUER, Caroline. Negacionismos hist\u00f3ricos e os usos pol\u00edticos do passado na contemporaneidade. In: BONETE, Wilian Junior; DANTAS, Jhonatan dos santos (orgs.) <strong>Transforma\u00e7\u00f5es sociais no mundo contempor\u00e2neo: entre olhares e reflex\u00f5es.<\/strong> Ananindeua: Cabana, 2021, p. 43-57<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEINERZ, Marcos. O negacionismo do holocausto como estrat\u00e9gia pol\u00edtica contempor\u00e2nea: uma an\u00e1lise a partir de discursos de extrema-direita difundidos entre os s\u00e9culos XX e XXI. <strong>Revista Eletr\u00f4nica Hist\u00f3ria em Reflex\u00e3o<\/strong>, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 21\u201351, 2023. DOI: 10.30612\/rehr.v17i33.16126. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ojs.ufgd.edu.br\/index.php\/historiaemreflexao\/article\/view\/16126. Acesso em: 18 ago. 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e Revisionismo hist\u00f3rico no s\u00e9culo XXI. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla. Novos combates pela Hist\u00f3ria: desafios, ensino. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2021, p.85-114.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NAQUET, V. <strong>Os Assassinos da Mem\u00f3ria.<\/strong> Campinas. Editora Unicamp, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PRADO, Giliard da Silva. Por uma hist\u00f3ria digital: o of\u00edcio de historiador na era da internet. <strong>Revista Tempo &amp; Argumento<\/strong>, Florian\u00f3polis, v. 13, n. 34, p. 1-35, set.\/dez., 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revistas.udesc.br\/index.php\/tempo\/article\/view\/2175180313342021e0201. Acesso em: 05 mai. 2023.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">____________<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Artigo publicado em 09 de maio de 2024<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como citar este artigo: BAGESTEIRO, Maria Portilho. Narrativas revisionistas e negacionismos hist\u00f3ricos no governo de Jair Bolsonaro: possibilidades de pesquisa com interfaces da Hist\u00f3ria Digital. In: <strong>Artigos Portal Clio HD<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em: (inserir o link do artigo).<\/p>\n<p>Sobre a autora:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-638 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=193%2C193&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=200%2C200&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?resize=750%2C750&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2024\/05\/Conheca-nosso-acervo-de-fontes-digitais-9.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/>Graduada em Licenciatura em Hist\u00f3ria (UFPEL) e Mestranda em Hist\u00f3ria pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria (PPGH\/UFPEL) e bolsista CAPES. \u00c9 integrante do grupo de pesquisa HEDUCA &#8211; Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o: textos, escritas e leituras (CNPQ) coordenado pela Profa. Dra. Lisiane Sias Manke e integrante do projeto &#8220;Portal Clio HD &#8211; Acervo de Fontes e Objetos Digitais para o Ensino e a Pesquisa em Hist\u00f3ria&#8221; coordenado pelo Prof. Dr. Wilian Junior Bonete. Possui interesse de pesquisa em temas relativos ao Ensino de Hist\u00f3ria, Hist\u00f3ria Digital, Usos do Passado e Negacionismos Hist\u00f3ricos. Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6826993127523625\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6826993127523625<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Portilho Bagesteiro (Mestranda em Hist\u00f3ria\/PPGH\/UFPel) &nbsp; O debate em torno do negacionismo e revisionismo hist\u00f3rico ganhou uma relev\u00e2ncia ineg\u00e1vel durante o per\u00edodo do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), extrapolando os limites de recortes hist\u00f3ricos utilizados em seu discurso. Al\u00e9m do frequente discurso enaltecedor do passado ditatorial do pa\u00eds e seus agentes repressivos, o ex-presidente &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/narrativas-revisionistas-e-negacionismos-historicos-no-governo-de-jair-bolsonaro-possibilidades-de-pesquisa-com-interfaces-da-historia-digital\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1274,"featured_media":0,"parent":566,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_crdt_document":"","advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"footnotes":""},"class_list":["post-635","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"jetpack-related-posts":[{"id":35,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/projetos\/","url_meta":{"origin":635,"position":0},"title":"Projetos","author":"cliohd","date":"08\/01\/2023","format":false,"excerpt":"Confira abaixo os projetos de pesquisa em andamento da equipe do Portal Clio HD: Wilian Bonete Desenvolve diferentes a\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa que envolvem o Portal Clio HD: coleta e tratamento da fontes digitais, reuni\u00f5es peri\u00f3dicas para debates e estudos sobre referenciais te\u00f3ricos e metodol\u00f3gicos. 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