{"id":413,"date":"2020-06-22T15:40:44","date_gmt":"2020-06-22T18:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/?p=413"},"modified":"2020-06-22T15:42:39","modified_gmt":"2020-06-22T18:42:39","slug":"pprocesso-de-interiorizacao-da-covid-19-no-rio-grande-do-sul-e-mapeia-a-atracao-de-servicos-de-saude-de-alta-complexidade-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/2020\/06\/22\/pprocesso-de-interiorizacao-da-covid-19-no-rio-grande-do-sul-e-mapeia-a-atracao-de-servicos-de-saude-de-alta-complexidade-no-estado\/","title":{"rendered":"Processo de interioriza\u00e7\u00e3o da covid-19 no Rio Grande do Sul e atra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade de alta complexidade no estado"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-414\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-424x300.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-424x300.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-212x150.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-768x543.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_1-2048x1448.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Grupo de pesquisa Covid-19\/Estudos Geogr\u00e1ficos\/LEUR\/UFPel desenvolveu uma an\u00e1lise que demonstra o processo de interioriza\u00e7\u00e3o da covid-19 e o movimento populacional em busca de servi\u00e7os de sa\u00fade de alta complexidade no Rio Grande do Sul. Ao analisarmos a interioriza\u00e7\u00e3o, observarmos\u00a0 que este processo ocorre em etapas distintas no territ\u00f3rio sulino (figura 01).<\/p>\n<p>O primeiro recorte temporal, representado desde a g\u00eanese da doen\u00e7a no estado no dia 09 de abril de 2020 (SES-RS, 2020) e estendendo-se\u00a0 at\u00e9 o dia 20 do mesmo m\u00eas (quando foi confirmado a transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria pelos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade), vai ao encontro da tese de manuten\u00e7\u00e3o da estrutura urbana como \u00e1rea origin\u00e1ria de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. A rede de fluxos que possui como centralidade a metr\u00f3pole regional Porto Alegre e as capitais regionais localizadas ao norte do estado, exp\u00f5e que as primeiras ocorr\u00eancias concentraram-se principalmente no eixo RMPA e sua interliga\u00e7\u00e3o com a RMSG. A integra\u00e7\u00e3o entre estas duas regi\u00f5es metropolitanas, como destaca Soares (2015), representa uma das \u00e1reas mais intensas em termos de industrializa\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o econ\u00f4mica do Rio Grande do Sul e Brasil.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do processo de cont\u00e1gio desencadeou uma segundo etapa, a qual caracteriza-se por uma r\u00e1pida difus\u00e3o para centralidades do interior como as capitais regionais, Passo Fundo, Erechim, Santa Maria, Iju\u00ed, Pelotas e Rio Grande; e os centros sub-regionais\u00a0 Erechim, Santo Angelo, Lajeado, Santa Cruz do Sul, entre outros.\u00a0 A partir do segundo e terceiro dec\u00eandio da pandemia, 99% dos munic\u00edpios que possuem entre 100 a 500 mil habitantes no estado j\u00e1 possu\u00edam casos confirmados da doen\u00e7a, o que denota a velocidade de cont\u00e1gio nas \u00e1reas com maiores aglomerados humanos.<\/p>\n<p>O terceiro movimento concentra-se na rea\u00e7\u00e3o em cadeia, derivada do processo de difus\u00e3o do SARS-CoV-2 de munic\u00edpios centrais para localidades menores, explicitando o r\u00e1pido processo de interioriza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no territ\u00f3rio sulino. Um dado que representa esta perspectiva \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de munic\u00edpios com casos confirmados da Covid-19, pois, no final do terceiro dec\u00eandio\u00a0 cerca de 38% dos munic\u00edpios com menos de 20 mil habitantes possu\u00edam registros, contudo, ap\u00f3s trinta dias este n\u00famero se elevou para 56%, (SES-RS, 2020), o que evidencia o avan\u00e7o da doen\u00e7a para o interior do estado.<\/p>\n<p>Neste sentido, ap\u00f3s espraiar-se atrav\u00e9s da estrutura urbana com base, principalmente, na hierarquia cl\u00e1ssica, podemos analisar o movimento de difus\u00e3o da doen\u00e7a seguindo caminhos h\u00edbridos, tendo em vista que existe um processo de manuten\u00e7\u00e3o dos focos principais nas centralidades em conjunto com o avan\u00e7o de novos casos que rumam para munic\u00edpios menores, os quais possuem poucas\u00a0 liga\u00e7\u00f5es diretas com as capitais regionais e os centros sub-regionais.<\/p>\n<p>Esta conjuntura explicitada traz a tona uma s\u00e9rie de quest\u00f5es relativas aos munic\u00edpios menores, como a demora nos diagn\u00f3sticos e a falta de infraestruturas medicas para o atendimento desta e de outras doen\u00e7as.\u00a0 Com o avan\u00e7o de casos para um interior \u201cprofundo\u201d (munic\u00edpios com menos de 20 mil habitantes) observa-se a latente depend\u00eancia por servi\u00e7os de sa\u00fade de alta complexidade dos munic\u00edpios que det\u00e9m esta estrutura, ocasionando um deslocamento populacional em busca de leitos (figura 02).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-416\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-424x300.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-424x300.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-212x150.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_2-1-2048x1448.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os munic\u00edpios com maiores indicadores de procura no interior do Rio Grande do Sul, al\u00e9m da metr\u00f3pole regional Porto Alegre que influ\u00eancia quase todo o estado (figura 03), s\u00e3o representados por: Passo Fundo com significativa procura de grande dos munic\u00edpios da regi\u00e3o norte, al\u00e9m de Erechim e\u00a0 Iju\u00ed como polos\u00a0 de atra\u00e7\u00e3o neste recorte espacial.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-417\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-424x300.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-424x300.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-212x150.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-768x543.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/files\/2020\/06\/nota_6_fig_3-2048x1448.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na regi\u00e3o metropolitana da Serra Ga\u00facha, mesmo com intenso aumento de casos confirmados e com grande concentra\u00e7\u00e3o populacional (tanto total, como do grupo de risco), a exist\u00eancia de uma infraestrutura hospitalar mais pulverizadas e pr\u00f3xima, quando comparado com outras regi\u00f5es ga\u00fachas, denota uma procura por diversos centros hospitalares pr\u00f3ximos,\u00a0 como Caxias do Sul, Bento Gon\u00e7alves e Farroupilha; al\u00e9m da pr\u00f3pria busca por servi\u00e7os na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre.<\/p>\n<p>No centro do estado, seguindo a rodovia BR 453 e 287, destaca-se os complexos hospitalares da regi\u00e3o de Lajeado, Estrela e Santa Cruz do Sul, formando uma regi\u00e3o perimetropilitana ligada a fortemente ligada a Porto Alegre (SOARES, 2016). Seguindo a Oeste da BR 287 temos o munic\u00edpio de Santa Maria, o qual polariza os servi\u00e7os de alta complexidade na regi\u00e3o central. Tamb\u00e9m observamos uma maior dist\u00e2ncia territorial entre os n\u00facleos urbanos nos munic\u00edpios no sentido fronteira Oeste e sudoeste, o que demonstra uma significativa preocupa\u00e7\u00e3o com a velocidade na demora no transporte de pacientes devido a depend\u00eancia das centralidades.<\/p>\n<p>Na fronteira com o Uruguai, destaca-se a procura dos polos de Uruguaiana e Bag\u00e9, e na regi\u00e3o sul os complexos hospitalares concentrem-se nos munic\u00edpios de Pelotas e Rio Grande. Seguindo a l\u00f3gica anterior, as grandes dist\u00e2ncias entre os munic\u00edpios tornam-se um empecilho para a dispers\u00e3o da doen\u00e7a, todavia tamb\u00e9m evidencia a demora no deslocamento em busca dos centros hospitalares que possuem estrutura de alta complexidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta e outras an\u00e1lises do Grupo de Estudos COVID-19\/Estudos Geogr\u00e1ficos\/LEUR podem ser acessadas na p\u00e1gina https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Notas metodol\u00f3gicas<\/p>\n<p>&#8211; A presente pesquisa baseou-se nos dados disponibilizados pela Secretaria de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul (2020); dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos hospitalares (2020); dados do IBGE (2010);<\/p>\n<p>&#8211; Os dados foram tabulados e organizados a partir dos programas Excel e Qgis.<\/p>\n<p>Equipe do projeto.<\/p>\n<p>Dr. Tiaraju Salini Duarte<\/p>\n<p>Dr. Sidney Gon\u00e7alves Vieira<\/p>\n<p>Dr\u00aa. Erika Collischonn<\/p>\n<p>Dr. Mauricio Meurer<\/p>\n<p>Me. Mateus Marzullo<\/p>\n<p>Mestrando. Adriel Costa da Silva<\/p>\n<p>Mestrando. Antonio Lourence Kila de Queiroz<\/p>\n<p>Graduando. Eduardo Schumann<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de pesquisa Covid-19\/Estudos Geogr\u00e1ficos\/LEUR\/UFPel desenvolveu uma an\u00e1lise que demonstra o processo de interioriza\u00e7\u00e3o da covid-19 e o movimento populacional em busca de servi\u00e7os de sa\u00fade de alta complexidade no Rio Grande do Sul. Ao analisarmos a interioriza\u00e7\u00e3o, observarmos\u00a0 que este processo ocorre em etapas distintas no territ\u00f3rio sulino (figura 01). 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