{"id":116,"date":"2024-09-14T00:06:07","date_gmt":"2024-09-14T03:06:07","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/?p=116"},"modified":"2024-09-14T00:06:07","modified_gmt":"2024-09-14T03:06:07","slug":"sobre-o-projeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/2024\/09\/14\/sobre-o-projeto\/","title":{"rendered":"SOBRE O PROJETO"},"content":{"rendered":"<p>Este projeto pretende investigar as territorialidades negras e quilombolas ao redor da Laguna dos Patos, nos s\u00e9culos XIX e XX, identificando assentamentos e deslocamentos tramados a partir dos parentescos, redes de solidariedade, resist\u00eancia e de f\u00e9. Na estreita faixa de terras, entre a laguna dos Patos existem na atualidade, de ponta a ponta da laguna, oito comunidades remanescentes quilombolas reconhecidas pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares, a maioria delas, assentadas no s\u00e9culo XIX, a partir da conquista de terras e de liberdade. Para al\u00e9m destas comunidades atuais \u00e9 poss\u00edvel identificar outras comunidades negras e quilombolas em documentos da primeira metade do s\u00e9culo XIX. Para pensar neste litoral, \u00e9 poss\u00edvel mirar para as \u00e1guas. A antrop\u00f3loga Ilka Boaventura argumenta que as terras de libertos poderiam ser um ponto estrat\u00e9gico de fugas para outros escravizados da regi\u00e3o do litoral. A partir desta possibilidade pode-se analisar os arredores da laguna dos Patos onde encontra-se outras experi\u00eancias de quilombos. Afinal as \u00e1guas poderiam ser uma importante rota de fuga, mas tamb\u00e9m de troca, de solidariedade e transmiss\u00e3o de pr\u00e1ticas de resist\u00eancias. Na Ilha do Marinheiro, segundo Mario Maestri existiu o quilombo do Negro Lucas que era constitu\u00eddo por escravos fugidos. Do outro lado da laguna, na Serra dos Tapes, em Pelotas, houve o quilombo de Manoel Padeiro. Pinto, Moreira e Al-Alam investigaram as pr\u00e1ticas quilombolas, na d\u00e9cada de 1830, onde Manoel e seu grupo circulavam e resistiam desde, pelo menos, a metade do ano de 1834. O livro destaca o grande conhecimento dos quilombolas em rela\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio que circulavam, que era mapeado pelas localidades bem como os nomes dos propriet\u00e1rios, configurando uma \u201ccartografia nominal\u201d acionada para transitar, fugir e resistir. Desse modo, este projeto pretende identificar estes assentamentos e outros a serem encontrados durante esta pesquisa visando a elabora\u00e7\u00e3o de cartografias negras e quilombolas quem deem conta da complexidade das comunidades e sua rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este projeto pretende investigar as territorialidades negras e quilombolas ao redor da Laguna dos Patos, nos s\u00e9culos XIX e XX, identificando assentamentos e deslocamentos tramados a partir dos parentescos, redes de solidariedade, resist\u00eancia e de f\u00e9. Na estreita faixa de&#8230; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/2024\/09\/14\/sobre-o-projeto\/\">Continue lendo &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1307,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-116","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1307"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":117,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116\/revisions\/117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cartografiasnegrasequilombolas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}