{"id":189,"date":"2024-02-08T16:47:28","date_gmt":"2024-02-08T19:47:28","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/?p=189"},"modified":"2024-02-08T16:47:54","modified_gmt":"2024-02-08T19:47:54","slug":"dar-e-carecer-a-falta-de-empatia-e-reconhecimento-que-o-porto-de-pelotas-sofre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/2024\/02\/08\/dar-e-carecer-a-falta-de-empatia-e-reconhecimento-que-o-porto-de-pelotas-sofre\/","title":{"rendered":"Dar e carecer: a falta de empatia e reconhecimento que o Porto de Pelotas sofre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Uma cr\u00f4nica de Yasmin Arroyo<\/strong><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Porto de Pelotas \u00e9 um bairro conhecido e que recebe, al\u00e9m de moradores, muitos estudantes que frequentam o campus universit\u00e1rio da UFPel e os bares da redondeza. Todavia, acima daqueles que v\u00e3o e v\u00eam, h\u00e1 quem, por muitos anos, contribui para sua consolida\u00e7\u00e3o e, hodiernamente, mora e aproveita tudo o que o bairro oferece ap\u00f3s r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Silvia Penna, moradora do Porto h\u00e1 mais de 40 anos, veio de El Salvador ao Brasil e, assim que chegou no Rio Grande do Sul, se instalou no bairro. Para ela, o Porto \u00e9 mais que um bairro, \u00e9 a extens\u00e3o da sua fam\u00edlia que n\u00e3o conseguiu acompanh\u00e1-la a outro pa\u00eds. Tamb\u00e9m, \u00e9 o abra\u00e7o comunit\u00e1rio de quem, a cada dia, a acolhe com cumprimentos generosos. \u00c9 a porta de entrada de outros brasileiros e brasileiras que reconstru\u00edram o significado de fam\u00edlia. \u00c9, principalmente, o lugar que a permite dormir e acordar com ar de pertencimento mesmo estando em outra na\u00e7\u00e3o. \u201cMorei em outras cidades do Rio Grande do Sul, mas gosto de Pelotas. H\u00e1 mais de 40 anos moro na Zona do Porto e gosto muito. N\u00e3o tenho dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o, ando de \u00f4nibus e sou acostumada. As ruas e as casas s\u00e3o muito diferentes do modelo de El Salvador\u201d, conta. \u201cNa minha terra as casas s\u00e3o separadas e gosto muito do modelo brasileiro. Muitos da regi\u00e3o s\u00e3o fam\u00edlia pra mim\u201d afirma Silvia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Porto, bairro muitas vezes colocado \u00e0 margem da sociedade, seja por descuido governamental ou pela forma como a sociedade o enxerga, cheia de estere\u00f3tipios ruins, \u00e9 um dos bairros mais significativos e hist\u00f3ricos da\u00a0 cidade.\u00a0 A sua maneira, ele forma estudantes, recebe imigrantes e movimenta a economia local, gerando\u00a0 trabalho e renda. Al\u00e9m disso, conta com projetos sociais, como o OtroPorto e Quilombo Urbano. O Porto \u00e9 cultura, hist\u00f3ria, diversidade, saberes e, principalmente, \u00e9 o conjunto de pessoas que merecem ter riquezas validadas. O pertencimento a um imigrante \u00e9 valor inomin\u00e1vel e o Porto consegue fazer isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma\u00e7\u00e3o de milhares de estudantes \u00e9 de suma import\u00e2ncia \u00e0 sociedade brasileira, a regi\u00e3o portu\u00e1ria enriquece social e culturalmente com isso. Ser lazer e trabalho para boa parte de uma cidade \u00e9 raro e o Porto consegue. \u00c9 um bairro que faz, que d\u00e1, que doa e, dificilmente, recebe os aplausos merecidos. Seus estigmas s\u00e3o muitos, sua hist\u00f3ria \u00e9 forte, sua comunidade \u00e9, majoritariamente, comunit\u00e1ria, suas fam\u00edlias s\u00e3o lindas e diversas e sua car\u00eancia emp\u00e1tica \u00e9 urgente. \u00c9 hora de toda Pelotas olhar com aten\u00e7\u00e3o e fazer parte dos agentes transformadores dessa hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cr\u00f4nica de Yasmin Arroyo<\/p>\n","protected":false},"author":1346,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fala-porto"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1346"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":193,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189\/revisions\/193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/avozdoporto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}