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Apoio à cadeia produtiva da pesca

A Estação de Aquicultura da Agência para o Desenvolvimento da Lagoa Mirim (ALM) da Universidade Federal de Pelotas iniciou suas atividades em 1983, como unidade associada a referida Barragem, localizada no quilometro 600 da rodovia BR-116, que liga Pelotas a Jaguarão, distando a 83 Km da UFPel.  A Estação tem como meta principal o fomento ao desenvolvimento regional da piscicultura, executando projetos de desenvolvimento e repasse de tecnologia em piscicultura e de produção de alevinos para repasse gratuito à produtores e órgãos de pesquisa. Os trabalhos têm sido desenvolvidos com espécies nativas e exóticas já introduzidas na Bacia do Atlântico Sul. Dentre as nativas, estão o jundiá Rhamdia quelen e os peixes-rei de água doce Odontesthes humensis e Odontesthes bonariensis, e como espécie exótica introduzida a carpa capim Ctenopharingodon idella.

Sua estrutura funcional engloba uma unidade de manutenção de reprodutores em sistema de recirculação de 25m3 (in door); uma unidade de manutenção de casais e desova; baterias de incubadoras cilindrico cônicas (50–150L/fluxo contínuo); 36 unidades (1m3) para larvicultura e 42 viveiros escavados (≈15.000m2 lâmina d’água) para produção de zooplâncton, alevinagem, engorda e manutenção de reprodutores. Esta estrutura tem capacidade de produção estimada em torno de 1 milhão de alevinos/ano.

A produção de alevinos acompanha a sazonalidade reprodutiva das espécies, com jundiá e carpa sendo reproduzidos na primavera-verão e os peixes-rei no inverno. A produção de alevinos vem sendo intensificada nos últimos anos com o apoio da UFPel e do Ministério da Pesca e Aquicultura, alcançando repasses anuais em torno de 300 mil alevinos. Este repasse já atendeu 12 municípios e três Universidades Federais da Região Sul do estado.

Nos últimos cinco anos, com o aporte de recursos provindos do Ministério da Pesca e recursos próprios da UFPel/ALM, foram realizadas melhorias significativas do laboratório, com destaque na construção de uma cerca que restringiu o acesso de predadores naturais dos peixes, sistema de iluminação externo, e da readequação do sistema de tratamento de efluentes através da construção de um sistema único de condução do efluente dotado de filtro de pedra em “U”, bacia de decantação e campo de macrófitas (wetland). Com estes ajustes estruturais, o laboratório atende as barreiras de biossegurança exigidas à uma estação de piscicultura.