HAMLET de SHAKESPEARE

FREE ato único
Unipessoal: PABLO BENZANO
Dramaturgia e direção: MICHEL CROZ
Part.especial: CORVUS

FICHA TÉCNICA

Ambientação:
Flavia Gariazzo

Técnico Geral:
Martín Smaldone

Gravações de áudio:
Cono Botino

Vídeos:
Intervenção do filme “Hamlet – Uma história eterna”
De Michel Almereyda
Clip 1 de “Édipo Machine” TTI
de Richard Bértiz y José Ghiorsi

Placas, Imagens e Textos Projetados:
JL Amaral

Desenhos afixados e programa:
Raquel Gutiérrez

Poemas:
“Não tão alto” (Frag.) P. Neruda – M.Nascimento
(CD “Marinheiro em terra”)
“José” Carlos Drummond de Andrade –
Michel Croz (CD “Eles nossos outros”).

Vestuário/Maquiagem/Bonecos:
Pablo Benzano – Omar Rivero

Banda Sonora:
Fragmentos de “Synphony Nº 9” de Beethoven
Shakespeare in Love” de Stephen Warbeck
Bien Bohemio” de Titi Rossi – Julio Sosa
“Ooh uooh” de Buenos Muchachos
Me fui”e “Golpes Bajos” de Corvus

HAMLET FREE
Algo cheira mal no Reino dos Free

“A representação nega o tempo, anula essa diferença entre o ontem e o hoje.
Toma a ação de ontem e a revive em cada um de seus aspectos, incluindo sua imediação. Em outras palavras, a representação é o que alega ser: fazedora do presente.”

Peter Brook

“Temos a Arte para não morrer pela Verdade”

Friedrich Nietzsche
Victor Hugo, o grande escritor francês do século XIX, comparou a dimensão gigante dos encadeados Prometeo e Hamlet. Prometeo fez o que Eva o mesmo que Éden. O Titã roubou o fogo da inteligência (propriedade das deusas do Olimpo) e o entregou aos homens. Hamlet tramou a vingança pelo assassinato de seu pai e nos presenteou com um retrato encadeado de luz e sombra da condição humana.

Entretanto, Hamlet é um herói singular (no sentido de herói trágico como o distingue Hegel), na verdade, o príncipe da Dinamarca, se bem que concentra em si o desejo de ação que lhe foi fatal. Sua dúvida existencial o faz estar mais próximo de um anti-herói.
A versão deste eterno clássico escrito (e provavelmente também atuado) por Shakespeare no alvorecer do século XVII pretende ser uma atualização e uma adaptação do clássico isabelino.

“Hamlet Free”  mantém muito do texto original traduzido ao espanhol. O excêntrico talvez se encontre situado em cena performática e audiovisual próxima ao “happening” dos anos 60 e para um só autor. Pablo Benzano, em titânico desafio (como o de Prometeo), interpreta um Hamlet despojado dos artifícios barrocos e nos propõe uma “existência essencial”. Transita na cena acompanhado (com bonecos e imagens) de alguns dos personagens mais emblemáticos: Ofélia, Gertrudis, Polônio, A Sombra e seu leal amigo Horácio. “Hamlet Free” vai desde o unipessoal ao teatro de animação, desde o teatro em espaço vazio à criação experimental, conceitual.

Contribuição: na ambientação, a artista plástica Flavia Gariazzo; JL Amaral na criação de imagens; e na montagem visual, Richard Bértiz, com dois vídeos e duas canções da ruidosa banda punk-dark “Corvus”. Martín Smaldone se encarrega do áudio e as luzes completando o sinfônico staff convocado pela direção e a pro-posta em cena.

AGRADECIMENTOS

Ao Colégio Ziraldo e a ENIR por ter nos facilitado os ensaios.
À Direção de Cultura da IDR
À Sala Cultural da Antel
e ao Núcleo de Estudos Fronteiriços da UFPel de Livramento.
Aos meios de comunicação.
À Gabriela, pelos livros.

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