CICLO DE CINEMA “A FILOSOFIA E O CINEMA PSICOLÓGICO”

CICLO DE CINEMA “A FILOSOFIA E O CINEMA PSICOLÓGICO”

III Ciclo de Cinema do Departamento de Filosofia da UFPel, cujo tema é “A Filosofia e o Cinema Psicológico“, começará no dia 23 de março de 2012. Serão exibidas 30 obras cinematográficas, divididas em dois blocos temáticos: I – A sociedade e o indivíduoII – O indivíduo e a sociedade. Como de costume, as sinopses de cada filme foram elaboradas de modo a fornecer tanto uma apresentação da obra quanto para direcionar o debate, que ocorre após as sessões.

O Ciclo, dedicado pelo Reitor Antônio César Borges aos alunos do recém-implementado Curso de Psicologia da UFPel, percorrerá  os grandes temas da psicologia, tais como loucura, depressão, neurose, psicose, condicionamento, arquétipo, sexualidade, histeria, inconsciente, esquizofrenia, bipolaridade, projeção, compulsão, delírio, medo, fobia, paranóia.

Projeto de Extensão sob a coordenação do Prof. Dr. Luís Rubira, o Ciclo ocorrerá todas as sextas, às 20hs, no Centro de Integração do Mercosul. As senhas para assistir o filme devem ser retiradas no dia da sessão, em horário comercial, na secretaria do Centro de Integração do Mercosul (Rua Andrade Neves, 1529). A entrada é FRANCA.

A programação completa do CICLO está disponível na página da UFPel:

http://ccs.ufpel.edu.br/wp/2012/03/16/ciclo-de-cinema-e-filosofia-divulga-programacao-para-2012/

15/06 – DOGVILLE


Dogville , 2003, Dinamarca-Suécia-Noruega-Finlândia-Inglaterra-França-Alemanha. Direção: Lars von Trier.
Com: Nicole Kidman, Harriet Andersson, Lauren Bacall.
Após a depressão econômica de 1929, Grace chega em um vilarejo nas montanhas. Fugindo de gângsteres, é convencida por Tom (que quer ser um novo líder moral) a permanecer no povoado. Estrangeira, ela terá que prestar pequenos serviços em troca da generosidade dos moradores locais.
Fábula sobre a crueldade humana, Trier afronta o mito do bom selvagem,
de Rousseau, e a política de estado norte-americana, reconhecendo que a estória poderia “se passar em qualquer pequena cidade”. (178 min)

01/06 – 1984


Nineteen Eighty-Four , 1984, Inglaterra. Direção: Michael Radford.
Com: John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton.
Após grandes guerras, o mundo dividiu-se em três blocos: Oceania, Eurásia e Lestásia. Na Oceania, Winston Smith trabalha num Ministério onde a História é falsificada. Observado cotidianamente pelo Big Brother em televisores e câmeras de vigilância, vítima da reeducação do pensamento,
oprimido pelo partido, ele tentará opor-se ao regime. Baseado no livro homônimo de George Orwell, lançado em 1948, a obra denuncia os totalitarismos e antecipa a manipulação psicológica na sociedade contemporânea.
(113 min)

25/05 – KATYN


Katyn , 2007, Polônia. Direção: Andrzej Wajda.
Com: Andrzej Chyra, Artur Zmijewski, Maja Ostaszewska.
Em setembro de 1939, a Polônia vive um dos momentos mais difíceis de sua história. Invadida pela União Soviética e pela Alemanha, milhares de poloneses são presos. O Reich se encarregará dos intelectuais, enquanto a polícia secreta soviética levará doze mil oficiais para as florestas de Katyn. Nesta obra realizada contra o crime e a mentira, Wajda expõe pela primeira
vez a destruição psicológica sofrida por seus pais e seus conterrâneos. Baseado no livro intitulado Post-mortem, de Andrzej Mularczyk. (122 min)

18/05 – O CASTELO


Das Schloss , 1997, Áustria. Direção: Michael Haneke.
Com: Ulrich Mühe, Susanne Lothar, André Eisermann.
Contratado pelas autoridades de um castelo, o agrimensor K. chega a um pequeno vilarejo. Na tentativa de fazer contato com aqueles que o empre-garam, passa a vivenciar a angústia da espera administrativa. Estrangeiro que recebe autorização temporária para viver na localidade, ele presencia a arbitrariedade, as intrigas, o absurdo e a indiferença. Adaptação do romance inacabado e homônimo de Franz Kafka, o filme é uma metáfora do século XX, no qual os labirintos da burocracia ampliam a aflição e a impotência humana. (123 min)

11/05 – AGUIRRE, A CÓLERA DOS DEUSES


Aguirre, der Zorn Gottes , 1972, Alemanha. Direção: Werner Herzog.
Com: Klaus Kinski, Ruy Guerra, Helena Rojo.
No continente americano do século XVI, uma expedição espanhola designada por Pizarro procura o Eldorado. Após atravessar os Andes e chegar ao rio Orinoco, o oficial Aguirre irá opor-se à autoridade e assumir o comando dos expedicionários. A ambição, a natureza primitiva, a morte e o sol abrasador, levam-no à vertigem de criar uma descendência “pura” em uma nova terra banhada em ouro. Inspirando-se nas crônicas de Frei Carvajal, Herzog penetra num estado mental limite rodeado por solidão e destruição. (100 min)

04/05 – RAN


Ran , 1985, Japão. Direção: Akira Kurosawa.
Com: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Mieko Harada.
No Japão do século XVI, um senhor feudal decide dividir o reino entre seus filhos. As dissensões entre os três irmãos e o orgulho do pai levarão todos a percorrer um caminho de vingança, destruição e loucura – até a catástrofe do clã Ichimonji. Com roteiro baseado em Rei Lear, de Shakeaspeare,
o cineasta dá livre curso à sua visão pessimista da natureza do homem. Obra que levou dez anos para ser elaborada (e cujo título significa “caos”), ela é taxativa: nem mesmo os deuses “poderiam salvar os homens de sua estupidez assassina”. (163 min)

 

 

27/04 – ASSASSINOS POR NATUREZA


Natural Born Killers , 1994, EUA. Direção: Oliver Stone.
Com: Woody Harrelson, Juliette Lewis, Robert Downey Jr.
Maltratados pelos pais e violentados por programas de TV, dois jovens encontram refúgio no amor e na violência. Cometendo assassinatos em série, o casal é elevado ao status de celebridade pela mídia sensacionalista. Criticando o jornalismo que se alimenta de escândalos, o filme é inspirado na história real de Charles Starkwether e Caril Ann Fugate. Uma reflexão sobre quais circunstâncias levam à formação de serial killers como Charles Whitman, Charles Manson, e outros que, volta e meia, ressurgem no cotidiano e nos telejornais. (118 min)

 

20/04 – TAXI DRIVER

Taxi Driver , 1976, EUA. Direção: Martin Scorsese.
Com: Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Shepherd.
Sofrendo de insônia, um ex-fuzileiro naval torna-se motorista de táxi. Conduzindo pela noite de Nova York, cresce nele uma tensão frente à degradação moral que julga ver em seu país. Da paranóia urbana à reclusão monástica, ele irá preparar-se para atentar contra um candidato a presidente. Psicopata? Alienado? Herói? Ao realizar um dos primeiros filmes sobre as conseqüências psicológicas da guerra do Vietnã, o cineasta declarou que a interioridade do protagonista “situa-se em se em algum lugar entre Charles Manson e São Paulo” (113 min).

 

13/04 – LARANJA MECÂNICA

A Clockwork Orange , 1971, Inglaterra. Direção: Stanley Kubrick.
Com: Malcolm McDowell, Patrick Magee.
Num futuro próximo, um delinqüente lidera a prática da ultra-violência. Após agredir um mendigo, outros jovens, um escritor e sua mulher, ele é traído por seus companheiros. Preso, é submetido a um projeto do governo que visa erradicar as condutas desviantes por meio de um tratamento de condicionamento comportamental. Crítica da sociedade moderna, do utilitarismo policial e tecnocrata, da banalidade e da degeneração, o homem mecânico é uma das maiores obras de Stanley Kubrick. Baseada no livro homônimo de Anthony Burgess. (136 min).

30/03 – NASCIDO PARA MATAR

Full Metal Jacket , 1987, EUA. Direção: Stanley Kubrick.
Com: Matthew Modine, Adam Baldwin, Vincent D’Onofrio.
Em solo norte-americano, um sargento treina obsessivamente os novos marines para o envio ao Vietnã. A violência mental experimentada no campo de treinamento militar chegará ao seu máximo em terreno vietnamita. Numa reflexão contra a violência do estado bélico, o cineasta retrata a guerra e suas conseqüências: a humilhação, a desumanização, a linha tênue entre a lucidez e a loucura. Baseado no livro The Short Times, de Gustav Hasford, e nas memórias do correspondente de guerra Michael Herr. (116 min)

 

Sinopse da estréia:

23/03 – APOCALYPSE NOW

Apocalypse Now , 1979, EUA. Direção: Francis Ford Coppola.
Com: Marlon Brando, Martin Sheen, Robert Duvall.
Durante a guerra do Vietnã, o alto comando militar americano designa o capitão Willard para encontrar e eliminar Kurtz, um coronel acusado de deserção e insanidade. Penetrando rio adentro as selvas do Camboja, Willard percorrerá um caminho de transformação ante a irracionalidade da guerra e a ambigüidade humana. Baseado no livro Coração das trevas, de Conrad, o filme faz alusões à poesia de T. S. Eliot, ao clássico O ramo de ouro, de J. Frazer, e traz composições de Richard Wagner, Rolling Stones e The Doors. (153 min)