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Mulheres jovens são mais afetadas pela crise do que os homens

Desemprego foi maior entre as jovens em 2016 | Foto: Samuel Maciel

Se a crise econômica foi mais cruel com as pessoas de 15 a 29 anos, que representaram mais da metade dos desempregados da Região Metropolitana de Porto Alegre no ano passado, para as mulheres dessa faixa etária a recessão econômica representou uma realidade ainda mais perversa.

O desemprego entre as mulheres cresceu 28,6% de 2015 para 2016, mais do que entre os homens, onde o aumento foi de 25,3%. Os dados são de uma pesquisa divulgada na manhã desta terça-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul.

Já a taxa de participação no mercado de trabalho teve uma queda mais expressiva entre as mulheres. De 2015 para 2016, o índice caiu de 60,4% para 56,8% entre elas, contra uma redução de 68,9% para 66,2% entre os homens no mesmo período. O índice representa relação entre a População Economicamente Ativa e a População em Idade Ativa (PEA/PIA) e indica a proporção de jovens de 15 a 29 anos que participa do mercado de trabalho como ocupado ou desempregado.

“Nos anos de melhoria do mercado de trabalho, nós observamos uma melhoria dos indicadores de desigualdade de gênero. Em 2016, os dados já contavam uma interrupção no processo de redução dessa desigualdade no total da população. Quando olhamos apenas os jovens, a situação se mostra ainda mais desfavorável para as mulheres”, afirmou a economista Iracema Castelo Branco, supervisora do Centro de Pesquisa de Emprego e Desemprego da FEE.

Quando são comparadas as taxas de ocupação dos jovens por sexo, constata-se que, em 2016, a crise econômica também atingiu mais mulheres. A taxa de ocupação entre elas teve queda de 50,2% em 2015 para 44,6% em 2016, e, entre os homens, de 59,1% para 54,4%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que as mulheres são grande maioria entre os jovens denominados pela FEE como “nem nem”, aqueles que nem estudam e nem trabalham. São 74 mil mulheres e 33 mil homens nessa classificação. Enquanto os homens nesse grupo diminuíram de 2015 para 2016, passando de 8% para 7,4%, as mulheres aumentaram de 15,3% para 16,8%. No mesmo período, a FEE observou que houve um crescimento entre aquelas que se dedicavam apenas aos afazeres domésticos, que passou de 9,9% em 2015 para 11,1% em 2016.

 

Fonte: Correio do Povo

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Publicado em 08/08/2017, em Sem categoria.